quarta-feira, 5 de agosto de 2009

INQUÉRITO SOBRE FERNANDO SARNEY


Leia a íntegra do inquérito sobre Fernando Sarney

Investigações da Polícia Federal apontam formação de quadrilha, tráfico de influência e crimes o contra o sistema financeiro nacional. Relatório inclui conversas telefônicas e mensagens eletrônicas dos envolvidos


O inquérito da Operação Faktor, foi aberto pela Polícia Federal no início de 2007. Em 2006, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) foi notificado de uma grande movimentação de dinheiro em espécie nas contas das empresas da família Sarney às vésperas das eleições ao governo do Maranhão, disputadas por Roseana Sarney (PMDB).

Com base nessa informação, os policiais começaram a analisar as movimentações financeiras da empresa São Luís Factoring, sediada no endereço do grupo de comunicação Mirante, pertencente à família e dirigida por Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Em meio às investigações, a Polícia Federal acusa Fernando de cometer formação de quadrilha, crime contra a administração pública e crimes contra o sistema financeiro nacional. Existiu, segundo a PF, tráfico de influência de pessoas ligadas a Fernando Sarney para interferir em obras e projetos na empresa de ferrovias Valec, na Eletrobrás e na Petrobras.

Leia a íntegra do documento

Parte 1 – Introdução
Nesse trecho, os delegados Márcio Anselmo e Thiago Monjardim mostram o início da investigação sobre a São Luís Factoring. Eles questionam o fato de a empresa de fomento mercantil servir apenas para antecipação de capital de giro do próprio grupo Mirante de Comunicação. Para os policiais, não há sentido em uma empresa de factoring ter como único cliente o grupo que a controla.

Parte 2 – Da organização criminosa
Nesse trecho, a Polícia Federal acusa Fernando Sarney de ser o chefe de uma organização criminosa, conceito aceito no Brasil por força da Convenção de Palermo, em 2000, na Itália.

Parte 3 – Das atividades na área de energia
Nesse trecho, a Polícia Federal mostra interceptações de telefonemas e mensagens de correio eletrônico de pessoas ligadas à família Sarney, como o ex-ministro das Minas e Energia Silas Rondeau e o diretor financeiro da Eletrobrás, Astrogildo Quental. Segundo os policiais, os aliados de Fernando Sarney usam sua influência para "beneficiar os negócios do grupo" do filho do presidente do Senado, José Sarney.
Nesse trecho ainda, o relatório descreve as atividades de Aluízio Guimarães Filho, que, para a PF, é o responsável pelo vazamento ilegal das investigações à família Sarney.

RONALDO TIRA EXECESSO DE PNEUS: ESTÁ DOIS QUILINHOS MAIS LEVE


Ronaldo fez lipoaspiração
O atacante Ronaldo foi submetido recentemente a uma lipoaspiração aproveitando a hospitalização e anestesias obrigatórias para curar a mão fraturada. Ele está dois quilinhos mais leve, sem os pneuzinhos, que marcavam a sua silhueta fazia um bom tempo.

Esse procedimento é mais comum do que muita gente pensa. Depois de uma certa idade, os seres humanos encontram mais dificuldades para emagrecer, mesmo sendo atletas. Então esses procedimentos, nem sempre divulgados, acabam ocorrendo, para facilitar a vida dos preparadores físicos e dos próprios craques. Marcelinho Carioca, por exemplo, já fez lipo. Neto também, só para citar alguns que já confirmaram a utilização de cirurgia para ajudar a perder peso.

Ronaldo precisa mesmo perder peso se quiser continuar jogando e pensando em disputar outra Copa do Mundo. E até mesmo para evitar contusões bobas como a de domingo em Presidente Prudente, claramente em função da falta de mobilidade e do sobrepeso.
Gols ele sempre fará, porém daí a ser um atleta de verdade vai uma grande distância. Os sonhos futuros de Ronaldo estarão diretamente ligados a um bom condicionamento. Daí a opção pela lipoaspiração, mais utilizada do que se imagina dentro do futebol.

SE O AMOR ACABOU, PRA QUE BRIGAR?????


Livre-se das alfinetadas quando a relação acaba
Encarar o processo de perda com consciência ajuda a seguir em frente


No auge do relacionamento, sobram as declarações de amor entusiasmadas, surgem os nomes para os possíveis filhos e envelhecer ao lado de outra pessoa é algo impensável, mas, no meio dos caminho, por algum motivo, a relação definha e acaba. E de repente, a vida se transforma em um verdadeiro palco de batalhas. De um lado, você, e do outro, ele. Agressões verbais e alfinetadas viram uma constante. No meio disso, o respeito, que antes era tão proclamado, fica cada vez mais pisoteado. "Por razões culturais, nos apegamos com muito mais facilidade às situações negativas do que as positivas, por isso as pessoas se prendem à raiva e a troca de insultos", explica o psicólogo Antônio Carlos Amador Pereira, da PUC (SP), autor do livro "Ou Eu, Ou Ela" (Editora Harbra).

Mas por que as discussões parecem ser a nova rotina após o término? Existe algum prazer nessa prática? "Toda separação é dolorosa. Mesmo que o processo seja amigável, é muito difícil aceitar que não é mais amado por alguém. É mais fácil encontrar uma desculpa e uma explicação do que aceitar que, de certa forma, morreu dentro do outro", explica o especialista.

A questão principal por trás do conflito é a difícil relação do indivíduo com a perda. Em geral, quem ataca, não consegue aceitar que perdeu, não consegue processar a perda como uma consequência natural da vida. "A pessoa não consegue aceitar que muitas vezes é necessário abrir mão de algo", diz Amador Pereira.

Também faz parte desse entendimento considerar que a relação pode continuar, porém com outra natureza. "Para uma casal que se divorcia, por exemplo, o homem não é mais o marido, mas continua sendo os pais dos filhos. E isso é algo que precisa ficar claro para as próprias crianças, para evitar conflitos. Isso precisa ser respeitado em nome do desenvolvimento saudável dos filhos", explica o psicólogo.

Hora de sacudir a poeira
Só que construir a relação sobre novas bases também passa por perdoar e superar os desentendimentos. Depende muito de quanto um magoou o outro, mas é sempre preciso tentar. "O perdão é bom para os dois lados. Acho que foi William Shakespeare quem disse que 'Guardar rancor é como beber veneno e ficar esperando que o outro morra'. Isso porque, quando você perdoa, você se liberta e redefine o ex-parceiro, ou seja, para de demonizá-lo e segue em frente", avalia. Mas não é só isso.

O indivíduo deve se conscientizar que precisa e, principalmente, pode abrir espaço para o novo. "Esse comportamento de se apegar ao velho - como o cachorro que se apega ao osso -, e de remoer a mágoa faz com que ela pare de viver e que o outro também", diz Amador Pereira.

Essa é a principal reclamação da geóloga Carolina Soares, 27 anos, ainda em fase de discussões com o ex. "Eu sinto falta de colocar um ponto final na história, porque dificulta começar outra, com outra pessoa", salienta. "Quando um relacionamento acaba numa briga, fica difícil não questionar o que aconteceu e qual o motivo. Qualquer conversa depois disso pode te trazer respostas, ou mais dúvidas ainda - depende de como você encara os fatos. Vai ver que é a necessidade de concluir algo, o namoro, a conversa. E quando tudo acaba em briga mais uma vez, a gente retoma, quer explicações. Lágrimas não são argumentos", questiona.

Prazer em discutir
Outro ponto dos conflitos pós-namoro é o ciclo vicioso e sadomasoquista do gosto pela situação conflituosa. "Cria-se então uma relação afetiva ao avesso em que o amor dá lugar para a mágoa", diz Amador Pereira. Os ex-parceiros se comportam como se estivessem em um jogo psicológico, onde estão tão cegos, que chegam a acreditar que um deles se sagrará vencedor e, ao contrário, ambas as partes perdem, porque ficam estacionadas no mesmo lugar.

A decoradora de ambientes Estela Brahms , 31 anos, conta que enquanto estava namorando nunca teve certeza se era mesmo o que queria, mas quando o rapaz colocou o ponto final no namoro de dois anos, ela "surtou". "Não aceitava o fato de jeito nenhum. As conversas sempre acabavam em troca de ofensas, e seguiu assim por muitos meses depois do término", conta ela. "Só que chegou num ponto em que eu precisava discutir para mostrar o quanto eu era genial, procurava briga para acabar com os meus dias entediados. Virou vício", revela ela. A solução para Estela só foi encontrada no divã da terapia. "Quando consegui olhar para aquilo tudo com clareza, me senti envergonhada. Toquei a vida, mas não somos mais amigos. Acho que machucamos demais um ao outro", conclui.

Quem pode me ajudar?!
Não é tempo cronológico que vai definir quando uma pessoa precisa de ajuda profissional, de um terapeuta ou psicólogo, mas sim o quanto ela permanece com os mesmos sentimentos e não avança.

Faz parte de um exercício de sanidade mental entender que as decepções, maiores ou menores, são um efeito colateral da vida, mas também passa por ter uma visão menos egocêntrica e mais humilde da própria existência a de que mundo não gira só ao nosso redor. "É importante adaptar os desejos à realidade, mas compreender que nem sempre isso será possível", explica o psicoterapeuta explica o psicoterapeuta Chris Allmeida."Ficar triste não é uma doença, mas a manutenção da tristeza e de abandono merece ser estudado", avalia. "É a lamúria e a lamentação que alimentam a decepção", diz o especialista.

De acordo com os especialistas, o indivíduo precisa entender e aprender a desatar o nó que faz com que ele queira carregar o fardo do relacionamento que já acabou. É provável que a pessoa tenha coisas a resolver com o ex, e se estiver engasgado, deve desabafar, sim, não precisa reprimir. "Mas siga adiante, não fique batendo na mesma tecla. Fale para se libertar e não para virar uma briga sem fim", aconselha Amador Pereira.

Em geral, a ajuda profissional vai ajudar a pessoa a encontrar respostas para se resolver internamente e não, necessariamente, com o ex. A análise pode revelar um padrão de comportamento. Trata-se de uma busca mais profunda, em que a pergunta a ser feita não é "Por que isso sempre acontece comigo", mas sim "Por que eu sempre faço isso?" ou ainda "Por que eu privilegio pessoas desse tipo". Afinal, cada um faz suas próprias escolhas.

SEM PIRATARIA:Câmara vota PEC da Música nesta quarta-feira



Câmara vota PEC da Música nesta quarta-feira
A Proposta de Emenda à Constituição da Música, de autoria do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), será debatida e votada nesta quarta-feira, na Câmara dos Deputados, em Brasília. A proposta da PEC é desonerar as obras de artistas e compositores brasileiros.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Discos, Paulo Rosa, disse que recebeu a proposta com muita alegria, pois é algo que a música merece há muitos anos.

“A música precisa mais do que nunca de um alívio na parte de custos, principalmente custos tributários, para poder fazer face ao período de transição que o mercado musical está vivendo em função da pirataria, da própria internet”, ressaltou.

Paulo Rosa revelou que o consumidor paga algo em torno de 20% de impostos sobre os CDs. Para ele, o objetivo da medida não é coibir a pirataria, mas é dar um alívio ao setor, que encolheu 30% na comparação com 10 anos atrás.

“É um setor que tem muitas dificuldades, que luta contra a pirataria desenfreada, tanto de CDs e DVDs quanto pela internet”, lamentou, lembrando que o setor precisa do alívio para sobreviver e, sobretudo, estabelecer o mercado digital da música.

SARNEY TEM QUE SER INVESTIGADO, SIM, DECLARA CASAGRANDE


Líderes defendem investigações sobre Sarney
Nova reunião será realizada nesta quarta-feira após reunião do Conselho de Ética
O senador Renato Casagrande (PSB-ES) falou à Jovem Pan sobre a reunião que ocorreu entre líderes nesta terça-feira para discutir a crise no Senado. “Foi para que pudéssemos discutir um pouco daquele clima degradante de ontem. Aquelas ameaças veladas de Collor, Pedro Simon e Renan Calheiros”, disse. Para as lideranças, a saída mais rápida seria o afastamento de José Sarney, o que, segundo Casagrande, é uma decisão do próprio presidente do Senado.

O senador do PSB defende a tramitação das representações contra Sarney no Conselho de Ética. “Caso isso não aconteça, vamos nos reunir depois da reunião do conselho para decidir o que a gente possa fazer”, ressaltou, lembrando que o clima pode ficar ainda mais pesado na Casa, caso os processos não tramitem.

Segundo Renato Casagrande, “o Senado tem saída e a saída é o respeito para dar oportunidade de investigar e de Sarney se defender”. Ainda de acordo com o senador, o comportamento dos parlamentares que apóiam o presidente do Senado só o atrapalham.

Cristovam diz que, com Sarney, Senado pode parar


Senador lamenta sessão de ontem, a segunda 'mais sem sensatez da história da Casa'

Os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Cristovam Buarque (PDT-DF) conversaram com o repórter José Maria Trindade sobre a crise política enfrentada pela Casa, com diversos parlamentares pedindo que José Sarney (PMDB-AP) deixe a presidência em razão das diversas denúncias contra ele.

Renan, líder do PMDB e um dos principais defensores de Sarney, que disse não falar sobre o Conselho de Ética, que amanhã analisará as representações contra o colega de partido, mencionou porém que o conselho “não é uma instância partidária, é um colegiado, as pessoas vão ter que decidir sobre as questões de acordo com os elementos do processo”. O alagoano disse ainda não ter conversado com Sarney sobre o discurso que este promete fazer amanhã, no plenário do Senado.

Já Cristovam Buarque destacou que a sessão de hoje foi normal, ao contrário do que ocorreu ontem, quando o Senado estava “fora de qualquer lucidez”, na sessão “mais sem sensatez da história da Casa”, exceto pelo dia 5 de agosto de 1963, quando o pai de Fernando Collor de Mello, Arnon de Mello, entrou armado na Casa e acabou atirando contra José Kairala, suplente que se despedia do cargo e acabou assassinado.

Para ele, a presença do presidente da Casa durante a sessão é normal, ainda que Sarney não tenha “ouvido” os discursos, em menção ao fato do senador pelo Amapá não aceitar os pedidos de renúncia. Cristovam assegurou ainda que, se o peemedebista não deixar o cargo, o Senado deverá parar durante meses, antes de chamar de “insensatez” a possibilidade do Conselho de Ética arquivar todas as 11 representações contra Sarney.

Buarque ainda destacou que, se nada acontecer amanhã, existe a possibilidade da juventude brasileira tomar as ruas, como ocorreu com os “caras-pintadas”, gripo citado por Collor durante seu discurso na sessão de ontem e que acabou auxiliando no processo de impeachment do alagoano.

SINDICÂNCIAS CONTRA SARNEY


Quatro denúncias devem ser arquivadas hoje
Presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque, analisa 11 sindicâncias contra José Sarney
O Conselho de Ética do Senado começa a analisar, na tarde desta quarta-feira, os 11 pedidos de investigação contra o presidente da Casa, José Sarney, e uma contra o líder do PMDB, Renan Calheiros. O presidente do colegiado, Paulo Duque, deve arquivar sumariamente os pedidos, mas os aliados de Sarney ainda trabalham para adiar a reunião de hoje. A expectativa é de rejeição de três denúncias contra o presidente do Senado apresentadas pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio, e outras duas do PSOL, sendo uma contra Sarney e outra contra Renan.

Paulo Duque prorrogará para sexta-feira a análise de outras sete sindicâncias contra o ex-presidente, pois alega que o regimento do Conselho de Ética assegura prazo de cinco dias para analisar as matérias. A justificativa do presidente do colegiado será a “fragilidade das provas” reunidas para fundamentar as investigações.