sexta-feira, 19 de março de 2010

"Um Sonho Possível" ignora racismo para contar superação


SÉTIMA ARTE
Há apenas um motivo para gerar curiosidade para se ver "Um Sonho Possível": o longa rendeu à queridinha da América Sandra Bullock ("A Proposta") o Oscar de melhor atriz, tirando a estatueta de Meryl Streep ("Julia & Julia"), Helen Mirren ("The Last Station"), Carey Mulligan ("Educação") e Gabourey Sidibe ("Preciosa") - todas merecendo muito mais o prêmio, em filmes bem melhores.

O prêmio de Sandra talvez tenha mais a ver com boa vontade e política de boa vizinhança do que qualidades cinematográficas. Afinal, ela trabalha em Hollywood há mais de 20 anos e nunca havia ganhado um prêmio importante. Em 2010, no entanto, fez a proeza de ganhar não apenas o Oscar, mas também um Framboesa de Ouro (o ?Oscar' de pior filme) por "Maluca Paixão" - lançado no Brasil diretamente em DVD.

Em "Um Sonho Possível", a atriz interpreta Leigh Anne Tuohy, uma decoradora texana mais preocupada com estampas de tapetes do que causas humanitárias. Isso até conhecer o afroamericano Michael Oher (Quinton Aaron, de "Rebobine, por Favor"), rapaz grandalhão que parece levar jeito para tornar-se um bom jogador de futebol americano e que, por isso, ganha uma bolsa de estudos numa escola classe A.

Mas ele não tem nem mesmo uma casa para morar e Leigh Anne, cujos filhos estudam na mesma escola, sensibiliza-se com isso, levando o rapaz para morar em sua casa, e fazer parte de sua família.

Nenhum comentário: